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Qual a Lavanda escolher?


Se você já observou que existem diferentes tipos de lavandas e diferentes tipos de óleos essenciais de lavanda, você deve ficar na dúvida de qual delas escolher, não é mesmo?

Vou tentar esclarecer aqui as propriedades e indicações de uso de algumas das várias espécies de lavandas existentes. Todos os tipos de lavandas pertencem a família botanica Lamiaceae (antiga Labiate).

As plantas são semelhantes, e pertencem a mesma família botânica, mas as propriedades terapêuticas não! Então, como saber a melhor para seu caso?

Tem uma questão que pode te guiar na escolha, que é observar a composição química do óleo essencial.

As duas principais substâncias presentes na lavanda, que conferem a ela o poder terapêutico de sedação e calmante é o Linalol e o Acetato de Linalila. Mas em algumas espécies a cânfora se encontra presente nesta composição. Essa cânfora pode atuar de forma contrária, aos efeitos calmantes, relaxantes e ansiolítico tão conhecido da lavanda, já que é uma substância estimulante. Porém a cânfora traz consigo ótimos benefícios e outras propriedades terapêuticas.


Veja abaixo a composição de alguns tipos de lavandas e como escolher o tipo certo para você!



Lavanda Francesa

Nome botânico: Lavandula angustifolia


Essa é a lavanda mais famosa, a que é mais conhecida e mais usada. Ela apresenta baixo grau de toxixidade e alta concentração de linalol e acetato de linalila que fornece a ela propriedade calmante, sedativa e relaxante.


Composição bioquímica do óleo essencial:

35 a 50% Álcoois terpênicos: linalol, terpine-4-ol, alfa-terpineol

5% Terpenos: pinenos, ocimenos

45 a 55% Ésteres terpênicos: acetato de linalila, acetato de lavandulila


Propriedades terapêuticas:

Antiespasmódico, calmante, relaxante, sedativo,anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante. Melhora distonia nervosa, problemas de sono, estresse e ansiedade.

ETC


Lavandim

Nome botânico: Lavandula hybrida


Comumente confundida com a lavanda francesa e muito utilizada por ter um custo mais baixo, esta espécie é rica em cânfora que proporciona a ela um maior relaxamento muscular, porém a deixa menos sedativa.


Composição bioquímica do óleo essencial:

30 a 35% Álcoois terpênicos: linalol, borneol

5% Terpenos: ocimenos

45 a 50% Ésteres terpênicos: acetato de linalila, acetato de bornila

5% Cetônas terpênicas: cânfora


Propriedades terapêuticas:

Descontracturante muscular, desodorante, desinfetante, antiespasmódico, anti-inflamatório, analgésico, anti-hipertensivo. Estimulante do sistema respiratório

ETC


Lavanda-estoeca

Nome botânico: Lavandula stoechas


Sua fragrancia é bem diferente das outras lavandas, a sua grande quantidade de fenchona oferece a essa planta quase todas as suas propriedades olfativas e terapeuticas. É um óleo essencial raro e por tanto mais caro.

Por ter grande quantidade de cetonas neurotóxicas, é proibido o uso em bebês, gestantes, lactantes e qualquer paciente que tenha problemas neurológicos.

Este óleo mostra grande potencial de ação em um germe em particular, o Pseudomonas aeroginosa.


Composição bioquímica do óleo essencial:

95 a 80% Cetônas terpenicas : fenchona, canfora

10 a 15% Terpenos: pineno, canfeno, limonen0

Propriedades terapêuticas:


Propriedades terapêuticas:

Aticatarral, mucolítico, antibacteriano, cicatrizante, lipolítico, queratolítico.

Indicado para otite serosa, feridas, psoríase, bronquite, sinusite, adiposidades

ETC



Lavanda-spike

Nome botânico: Lavandula spica var. latifolia


Na antiguidade, dizia-se que ao esfregar na pele essencia de flores frescas desta lavanda, ela era capaz de anular o efeito da picada da serpente aspic. Por isso vem o nome de Spike.


Composição bioquímica do óleo essencial:

25 a 35% Óxidos terpênicos: 1,8-cineol, óxido de linalol

<10% Cetonas terpenicas: cânfora

30% Álcoois terpênicos: linalol, borneol, terpinen-4-ol, alfa-terpineol


Propriedades terapêuticas:

Antióxico ("...diz-se das funções do fígado que ajudam o organismo a destruir certos produtos tóxicos"), anticatarral, expectorante, analgésico, Trata queimaduras, sinusites e infecções respiratórias. Trata também acne, feridas infectadas e micoses.

ETC


Lavanda Dentata

Nome botânico: Lavandula dentada


A Lavanda dentata (Lavandula dentata), ou "dentada", possui este nome devido às suas folhas denteadas. Esta espécie de lavanda é uma das poucas que conseguem florescer no clima brasileiro.


Composição bioquímica do óleo essencial:

Possui uma composição similar ao óleo da Lavandula stoechas, ou seja, rico em fenchona, cineol e cânfora. É recomendado evitar uso em pessoas com epilepsia, hipertensão ou grávidas.

O óleo desta lavanda é altamente estimulantes e nada sedativos ou calmantes como o da lavanda francesa.


Propriedades terapêuticas:

Alguns estudos demonstraram que os óleos de lavandas ricas em fenchona, tem potencial de controlar a hiperglicemia, potencial antimicrobial frente ao bacilo da tuberculose, efeito eficiente contra a malária, contra besouros comuns nas farinhas dos armários de cozinha, e a fenchona ainda teve ação repelente do mosquito da dengue por 30 minutos na pele.

Possui exelente ação para o aparelho respiratório por ter potencial expectorante e antibiótico, auxilia no tratamento de sinusites, bronquites e infecções pulmonares.


Como você pode observar, mesmo as plantas da mesma família, fornecem óleos essenciais com propriedades terapêuticas diferentes que são por sua vez, são capazes de tratar doenças distintas. Mas por outro lado, como são plantas da mesma família elas possuem algumas propriedades químicas em comum. Porém quando é alterada a concetração e as quantidades de uma ou outra substância, o óleo age melhor em enfermidades distintas.


Agora que já te apresentei alguns tipos de lavandas que tal você me contar qual a que você achou mais interessante e porque. Me conte também se este conteúdo te ajudou de alguma maneira!


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